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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

OMS Declara 2021 Ano Internacional dos Trabalhadores da Saúde e Cuidadores

 Decisão homenageia dedicação dos profissionais de saúde na linha de frente do combate à pandemia de covid-19 

Os Estados-membros da ONU decidiram, por unanimidade, designar 2021 como o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidados (YHCW). A decisão da 73ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS) é um reconhecimento da dedicação e do sacrifício de milhões de profissionais na linha de frente do combate à pandemia de Covid-19.


Na assembleia, realizada virtualmente, os Estados-membros e atores não estatais ressaltaram, em uníssono, o papel crítico dos profissionais de saúde e cuidados para garantir a saúde e prosperidade, enfatizando a urgência de abordar os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde.


“A decisão de hoje dá uma direção clara sobre o consenso e as ações necessárias na força de trabalho de saúde e cuidados. A OMS exorta todos os Estados-Membros, Instituições de Financiamento Internacional, Iniciativas Globais de Saúde e parceiros a investirem na prontidão da força de trabalho de saúde, educação e aprendizagem para controlar a pandemia, manter os serviços de saúde e se preparar para uma vacina contra a Covid-19 ”, afirmou Jim Campbell, diretor do Departamento de Força de Trabalho de Saúde na sede da OMS.


Fuga de cérebros – Como parte do aniversário de dez anos e da revisão do Código de Prática Global da OMS para o Recrutamento Internacional de Pessoal de Saúde, a assembleia discutiu também a crescente escala da migração internacional de profissionais de saúde. Os Estados-Membros reconheceram a relevância do Código, particularmente no contexto da Covid-19, e pediram sua implementação reforçada. Os países-membros solicitaram à OMS e aos parceiros que fortaleçam seu financiamento, implementação e monitoramento.


Ano Internacional da Enfermagem – 2020 é o Ano Internacional da Enfermagem, em reconhecimento da importância da profissão para a universalização dos cuidados de Saúde. A escolha da OMS refletia o consenso dos países-membros quanto à necessidade de empoderamento da profissão e incentivo às práticas avançadas de Enfermagem para fortalecimento da atenção primária.


Fonte: Cofen e OMS

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

UNICEF e OMS pedem ações urgentes para evitar grandes epidemias de sarampo e poliomielite

Como a COVID-19 interrompeu alguns serviços de imunização, é necessário agir com urgência para proteger a maioria das crianças vulneráveis de doenças mortais e debilitantes.


Genebra/Nova York, 6 de novembro de 2020 - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) fizeram nesta sexta-feira (6) um chamado urgente à ação para evitar grandes epidemias de sarampo e poliomielite, uma vez que a COVID-19 continua interrompendo serviços de imunização em todo o mundo, deixando milhões de crianças vulneráveis em alto risco de doenças infantis evitáveis.


As duas organizações estimam que US$ 655 milhões (US$ 400 milhões para a poliomielite e US$ 255 milhões para o sarampo) são necessários para preencher as perigosas lacunas de imunidade em países não elegíveis para a Gavi Alliance e alcançar  grupos por idade.


“A COVID-19 teve um efeito devastador nos serviços de saúde e, em particular, nos serviços de imunização em todo o mundo”, comentou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Mas, ao contrário da COVID-19, temos as ferramentas e o conhecimento para impedir doenças como a poliomielite e o sarampo. O que precisamos são de recursos e compromissos para colocar essas ferramentas e conhecimentos em ação. Se fizermos isso, vidas de crianças serão salvas.”


“Não podemos permitir que a luta contra uma doença mortal nos faça perder o rumo na luta contra outras doenças”, disse Henrietta Fore, diretora executiva do UNICEF. “Enfrentar a pandemia de COVID-19 é fundamental. No entanto, outras doenças mortais também ameaçam a vida de milhões de crianças em algumas das áreas mais pobres do mundo. É por isso que hoje estamos fazendo esse chamado urgente por uma ação global dos líderes dos países, doadores e parceiros. Precisamos de recursos financeiros adicionais para retomar com segurança as campanhas de vacinação e priorizar os sistemas de imunização que são essenciais para proteger as crianças e evitar outras epidemias além da COVID-19”, acrescentou.


Nos últimos anos, houve um ressurgimento global do sarampo com surtos contínuos em todas as partes do mundo. As lacunas na cobertura da vacinação foram ainda mais exacerbadas em 2020 pela COVID-19. Em 2019, o sarampo atingiu o maior número de novas infecções em mais de duas décadas. Os dados de mortalidade por sarampo em 2019, que serão divulgados na próxima semana, mostrarão o número contínuo de surtos prolongados em muitos países ao redor do mundo.


Ao mesmo tempo, estima-se que a transmissão do poliovírus selvagem aumente no Paquistão e no Afeganistão, bem como em muitas áreas da África com baixa cobertura vacinal. O fracasso em erradicar a poliomielite agora levará ao ressurgimento global da doença, responsável por até 200 mil novos casos por ano, dentro de 10 anos.


Novas ferramentas, incluindo uma nova vacina oral contra a poliomielite da próxima geração e um novo Plano Estratégico de Resposta aos Surtos de Sarampo devem ser implantados nos próximos meses para ajudar no enfrentamento às ameaças crescentes de uma maneira mais eficaz e sustentável e salvar vidas. O plano é uma estratégia mundial para prevenir, detectar e responder de forma rápida e eficaz aos surtos de sarampo.

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